Eu tenho uma revelação a fazer! Eu sou Mulher!

 

mulher

Confesso que esse texto me fez parar para refletir em que ponto eu estava e estou como MULHER, quando comecei a redigir fiquei pensando em diversos assuntos que poderia transmitir nessa data e a convite dessa galera linda da EM PIXEL, vim aqui conversar um pouquinho com vocês.

Essa semana da mulher representa muito para mim, não só por eu ser uma, mas pelo todo, pelo que me tornei.

Refleti muito sobre esse ano que está em seu começo e já mudou tanto a minha vida, assim como os anteriores, sabe quando se é uma criança e você faz planos para o futuro, fica pensando como você será, as roupas, o corte de cabelo, a vida que irá levar, suas conquistas, o que fará de faculdade, enfim todos nós passamos por essa fase ainda que involuntária, me lembro que quando era adolescente e brigava com alguém, amigo, namorado, achava que aquilo seria o fim e parava pra pensar se estaria com aquela pessoa, aquela amizade, como seria no futuro, pensava que toda dor daquele momento de raiva iria passar e tudo mudaria e realmente mudou!

Com 4 anos eu aprendi a ler, lia as histórias dos livros do colégio e com 7 já escrevia meus poeminhas, sempre fui muito “pra frentona”, tinha uma imaginação fantástica, tenho inveja da minha própria criatividade da época, o que era curioso é que não tinha tantas bonecas, como era de costume e é até hoje, eu tinha algumas, vários ursinhos de pelúcia (os adoro ainda), eu tinha um empresa, os ursinhos eram meus funcionários, tínhamos reuniões o tempo inteiro, eu já curtia tecnologia nessa época. Os poucos pratos e copos de cozinha que ganhei de uma menina na rua de aniversário eram meus controles da cabine de controle do meu avião.

Eu brincava bastante com meninos, eles eram maioria na rua, brincávamos de todas as brincadeiras “que eram para eles” como pipa, carrinho de rolimã, tazo. Com as meninas, brigava para pelo menos brincarmos de escolinha que não era tão chato quanto de família! Não gostava da ideia de ter que cuidar de alguém, fazer comida, ou casar, sempre foi uma grande responsabilidade tudo isso.

A minha mãe nunca me deu e nunca me incentivou a ter brinquedos do tipo: cozinha, ferro de passar, batedeira e etc, pelo contrário ela não pode terminar os estudos e sempre me incentivou a estudar e me dedicar aos meus objetivos, sou grata a isso! Pois já cresci com poder de escolha.

Por volta dos meus 10 anos tinha uma vontade absurda de salvar o mundo, desejava com todas as minhas forças fazer biologia, aos 12 fiz uma trabalho na escola que mudara minha vida, tive que fazer uma revista com colagem, fui editora, diagramadora, repórter e ai me encontrei.

Comecei a escrever mais nessa época, terminei o colégio e minha mãe não tinha condições de me pagar uma faculdade, passávamos muitas dificuldades, sou de família humilde. Fiz minha primeira graduação Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Propaganda com bolsa pelo Prouni, sempre foi meu grande sonho, nesse período vivi um relacionamento manipulador e ruim, deixei de viver alguns sonhos achando que aquilo era normal, viver presa, sem poder sair sozinha, com ciúmes excessivo, frases que me colocavam para baixo, ofensivas… mas realmente por um bom tempo achava que era tudo normal, que aquilo era relacionamento e amor.

Quando terminei a faculdade, passei por algumas fases e descobri que não era o tipo de relacionamento e vida que queria, terminei, amadureci muito com tudo isso.

Ainda naquela fase, pensava, farei faculdade, quando eu terminar estarei empregada, vou receber bem, serei bem sucedida, com carro, casa, viagens. Doce ilusão a vida adulta (risadas de bruxa aqui nessa cena rs), bem logo que terminei a faculdade as dificuldades eram imensas, ganhava-se mal, isso quando achava algo na área, trabalhei muito, fiz estágios, cresci…

Mas afinal Ana, por que toda essa história, tantas revelações?!

Bom, eu resolvi refletir com vocês o que muda na minha vida ser mulher nesse 8 de março, é meio que um testemunho, uma motivação, todas nós podemos tudo, podemos ser maiores, podemos crescer, podemos nos unir, temos direitos como qualquer um, deveres, e temos acima de tudo o direito de escolher.

Esse direito de escolha é poder ser mãe, dona de casa, cuidar do marido e também o direito de não querer nada disso.

Atualmente a vida que levo eu escolhi, eu sou sozinha, trabalho com o que amo, faço faculdade de games, estudo tecnologia, saio de casa sem maquiagem, uso salto quando quero, não sei cozinhar direito, vou ao cinema;e viajo sozinha e olha quantos direitos e coisas maravilhosas acontece comigo, tudo conquistado com muito suor, luta, coragem e acima de tudo nunca desistir, quando alguém me olha esquisito ou ri de mim no cinema assistindo filme romântico, ação ou qualquer outro sozinha, eu encaro com sorriso no rosto e penso “realmente sou muito corajosa, tenho poder nas mãos”, e convido a você que leu essas humildes histórias até aqui a compartilhar disso, seja simplesmente você, se maquie para você, se arrume para você, saia sozinha, faça suas coisas, lute por seus sonhos, viva intensamente do modo que deseja, ser a dona da sua felicidade é única e exclusivamente de sua responsabilidade.

Um último pedido pense em suas conquistas como mulher nesse 2016 e compartilha conosco suas conquistas vou adorar saber.

Obrigada pela leitura e carinho em chegar até aqui.

Um beijo.